Colômbia retoma negociações de paz com rebeldes do ELN

Exército de Libertação Nacional expandiu atuação com dissolução das FARC, em 2016.

Por Redação
Publicado em 22 de novembro de 2022 às 19:24
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O governo de Gustavo Preto retomou as negociações de paz com o maior grupo guerrilheiro remanescente na Colômbia, quebrando um hiato de quase quatro anos durante o qual os rebeldes expandiram ainda mais o território onde atuam.

A reunião foi sediada na Venezuela, em Caracas. Representantes do Exército de Libertação Nacional, comumente referido por sua sigla em espanhol ELN, se reuniram com uma delegação do governo esquerdista, e prometeram reiniciar o diálogo político “com plena vontade política e ética, como reclamam os povos dos territórios rurais e urbanos que sofrem violência e exclusão e outros setores da sociedade”. Eles acrescentaram que estão dispostos a “construir a paz com base em uma democracia com justiça”.

Fundado na década de 1960 por estudantes, líderes sindicais e padres inspirados pela revolução de Cuba, o Exército de Libertação Nacional tem cerca de 4.000 combatentes na Colômbia e também está presente na Venezuela, onde explora minas de ouro ilegais e rotas de tráfico de drogas. A organização tornou-se o maior grupo guerrilheiro da Colômbia depois que um acordo de paz de 2016 dissolveu as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, conhecidas como FARC.

Desde que o acordo histórico foi assinado, o ELN aumentou suas atividades em territórios anteriormente sob controle das FARC. O grupo é conhecido por realizar sequestros para resgate e ataques a infraestruturas petrolíferas sendo listado como organização terrorista pelos Estados Unidos e pela União Europeia.

Diplomatas da Venezuela, Cuba e Noruega auxiliarão nas negociações, enquanto representantes do Chile e da Espanha as acompanharão. Negociações anteriores, algumas desde a década de 1990, fracassaram.

Petro — o primeiro presidente de esquerda da Colômbia e ele próprio um ex-rebelde — está retomando as negociações como parte de um esforço de paz maior no qual seu governo está abordando grupos armados, traficantes e dissidentes das FARC. Esta é uma reversão significativa da estratégia do seu antecessor. Iván Duque suspendeu as negociações com o ELN depois que os rebeldes se recusaram a parar de atacar alvos militares.

*Com informações do SBT News

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