Remoção do câncer de pele exige cirurgia plástica para reparação da região

A maioria dos pacientes não tem essa informação apesar de aproximadamente 40% deles terem indicação para o procedimento.

Por Assessoria
Publicado em 6 de dezembro de 2022 às 16:12
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O câncer de pele é um tema sensível para os brasileiros. O Brasil é um dos países do mundo com maior irradiação solar anual e a população ainda não aderiu completamente ao hábito de usar o protetor solar. Esses dois fatores impulsionam uma estatística cruel: o câncer de pele é o tumor maligno mais frequente entre os brasileiros, totalizando 30% de todos os cânceres registrados no país, com cerca de 200 mil novos casos por ano.

“A maioria dos cânceres de pele localizam-se na cabeça e no pescoço onde o tratamento cirúrgico oncológico resulta em feridas operatórias que necessitam de boa reconstrução”, explica Renato Santos, cirurgião plástico oncológico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. A cirurgia para a extração do tumor é indispensável, porém, muitas vezes, ela gera lesões importantes na pele que precisam ser tratadas adequadamente. “A cirurgia plástica é necessária para restabelecer a estética e a funcionalidade da lesão da pele, devolvendo a integridade à região”, explica Lydia Masako Ferreira, médica cirurgiã plástica e presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. De acordo com a última pesquisa internacional, Plastic Surgery Statistics Report, mais de 5 milhões de pessoas fizeram a cirurgia plástica após a retirada do tumor em 2020. Esse número vem crescendo a cada ano. 

Para recuperar a região

O objetivo é remover o tumor mas também garantir a melhor aparência possível sobre a cicatriz. Assim, a orientação é que o paciente, antes da operação, questione o médico sobre a necessidade de cirurgia plástica após a remoção do câncer e procure auxílio nesse sentido. “O cirurgião plástico possui especialização para atuar principalmente nas lesões maiores ou localizadas próximos a estruturas nobres do ponto de vista estético, como as que acometem ou estão próximas ao olho, nariz, orelhas e lábios”, exemplifica o especialista Renato Santos.  

Os cirurgiões plásticos contam principalmente com duas alternativas cirúrgicas para a reconstrução da lesão. Uma delas é o que denominamos de Transplante livre ou Enxerto de pele que consiste na retirada de pele de outra parte do corpo do paciente e transferi-la para a lesão. A outra, quando o ferimento é de menor dimensão, pode ser realizado o denominado sutura primária da lesão, isto é, unir as extremidades das margens da pele excisada. O cirurgião plástico ao analisar o caso e acompanhar o paciente, saberá a melhor alternativa a se adotar.  

A pele fala

Sinais de que é preciso procurar o médico

A auto-observação é fundamental para identificar possíveis marcas que exigem a avaliação médica. Normalmente, a regra para sinais pigmentados é verificar se houve alterações no âmbito ABCDE (assimetria, bordas irregulares, coloração heterogênea, diâmetro maior que 6 mm e evolução).

Além disso, vale a pena atentar-se para:

Lesão na pele que não cicatriza em 4 semanas

Alterações de cor, tamanho ou textura em sinais já existentes 

Sangramento ou prurido constante em um ponto na pele 

Elevação, brilho ou presença de pequenos vasos em lesão

Em qualquer um desses casos, procure um médico. Apenas ele poderá realizar o diagnóstico e afastar a suspeita de câncer de pele ou encaminhar o paciente para os tratamentos. 

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