China dá mais um passo em busca do manto da invisibilidade

O camaleão, a rã-de-vidro e o lagarto dragão-barbudo são a fonte de inspiração dos cientistas chineses.

Por Wesley Maranhao
Publicado em 5 de fevereiro de 2024 às 18:42
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Cientistas das universidades chinesas Jilin e Tsinghua publicaram um estudo na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) que sugere o desenvolvimento de um material híbrido como base para a criação de um manto da invisibilidade.

Chimera  foi o nome escolhido pelos pesquisadores para identificar a “metassuperfície”. Os cientistas se inspiraram na natureza. As habilidades de camuflagem e de adaptação em diferentes condições espectrais e terrenos transformaram o camaleão, a rã-de-vidro e o lagarto dragão-barbudo como fonte de inspiração para o futuro manto de invisibilidade.

Segundo o estudo, ao juntar a capacidade de mudança de cor do camaleão, a transparência da rã e a regulação de temperatura do lagarto, a Chimera tem o potencial de ser utilizado em diversas atividades, desde o uso militar até a observação não invasiva da vida silvestre.

Xu Zhaohuada da Universidade de Jilin é o principal autor do estudo. Ele afirmou que a Chimera vai se adequar em qualquer tipo de terreno.

“É fascinante que se podem encontrar configurações da metassuperfície Chimera adequadas a todos os cinco terrenos (deserto, solo congelado, superfície aquática, prado e bancos de areia) em toda a gama de frequência de interesse”.

Apesar do avanço, os cientistas destacam que a Chimera é apenas um passo para atingir a invisibilidade, deixando claro que ainda não é possível fabricá-la.

Pouco a pouco a invisibilidade vai saindo do papel e se tornando realidade. Em outubro de 2023, o físico da Academia Chinesa de Ciências Chu Junhao apresentou, num evento em Xangai, uma grade lenticular que cria a ilusão de ser invisível.

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