População tem 152 vans circulando diariamente durante a greve, em São Luís

Em relação à tarifa, durante a paralisação de 100% da frota de ônibus, passageiros precisaram pagar até R$ 7 para chegar ao trabalho.

Por Jessica Almeida
Publicado em 8 de fevereiro de 2024 às 12:01
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A população da Região Metropolitana de São Luís tem à sua disposição 152 vans que atendem três das quatro regiões – Paço do Lumiar, São José de Ribamar e a capital. Como a greve dos ônibus já dura três dias, o transporte alternativo é mais uma opção para quem precisa se locomover pela cidade.

Atualmente os veículos fazem trajetos dos bairros em pontos específicos da capital, que partem do ponto final em uma escala a cada 10 minutos. Os veículos que faziam viagem apenas para o Mercado Central de São Luís, agora fazem linha para os bairros São Francisco, São Cristóvão e Deodoro.

No entanto, durante este período os veículos não cadastrados, apelidados de “piratas” deixa os passageiros em dúvida.

Em relação à tarifa, o Difusora ON mostrou que durante a paralisação de 100% da frota de ônibus, passageiros precisaram pagar até R$ 7 para chegar ao trabalho. O alto preço da passagem e as condições em que levam as pessoas é o maior desafio durante o período.

“Esses ‘piratas’ não tem um comprometimento com o preço da passagem. Porque eles pegam os carros deles, que estavam parados e vão fazer uma viagem. Aí, o preço que eles querem cobrar, eles cobram. O passageiro necessita se locomover e eles querem se dar de bem em cima da situação e acaba nos prejudicando em modo em geral”, afirmou o presidente das cooperativas de transporte alternativo, Michel Pinho Alles.

Ele explicou que foi feita uma reunião de alinhamento, na qual a pauta principal foi a organização das linhas de transporte de São José de Ribamar para atender à demanda no período da greve. Essa estratégia foi pensada para abranger o maior número de pessoas da região.

“Nós sentamos e vimos a melhor forma para que comunidade de São José de Ribamar não fique ser um transporte para se deslocar para o trabalho. Estamos com todo o quantitativo de vans trabalhando pra dar a melhor comodidade de translado dos passageiros”, disse.

Em acordo com as entidades, motoristas e cobradores decidiram não alterar o valor da passagem em veículos que fazem o percurso de São José de Ribamar até o Mercado Central. Mas para outros destinos como São Francisco, a tarifa teve um leve aumento de 1 real.

“A nossa passagem aqui tarifária de São José de Ribamar para o Mercado Central é quatro reais, essa não fugiu, não teve aumento nenhum. Como as vans que saem para o São Francisco, pelo motivo de troco, distância, consumo maior de combustível, aí o valor tarifário está sendo cinco reais”.

Ainda em depoimento, Michel Pinho Alles fez um apelo às autoridades para a valorização e a regulamentação da categoria no estado. Há 26 anos eles estão em busca da legalização do transporte na cidade.

“A nossa vontade de ser reconhecido, aonde os poderes não nos reconhecem tão bem, né? É onde a gente precisa de muitas situações, aonde a gente corre atrás com a MOB, corre atrás nos órgãos aí a gente fechou a porta um pouco pra gente, ainda não tem esse reconhecimento legal”, afirmou.

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