Parceria entre MPMA e Funbio discutem soluções legais para enfrentar as mudanças climáticas

Encontro debateu alternativas para as mudanças climáticas

Por Bial Mendes
Publicado em 26 de novembro de 2022 às 18:29
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Nesta sexta-feira, 25, foi realizado, na Escola Superior do Ministério Público do Maranhão, um encontro com promotores de justiça, procuradores da República e representantes da sociedade civil debateu possíveis soluções para enfrentar as mudanças climáticas. O evento faz parte da parceria fechada entre o Fundo Brasileiro Para a Diversidade (Funbio) e o MPMA com o objetivo de buscar a construção de alternativas para os desafios da conservação ambiental.

A atividade, que foi conduzida pela direção da Escola Superior do MPMA, deu início aos encontros presenciais dos Diálogos pelo Clima e teve como tema específico os “Instrumentos econômicos e financeiros de curto, médio e longo prazo como forma de apoio às metas climáticas assumidas pelo Brasil”. Tais encontros terão foco em soluções específicas para as questões locais, que possam ser levadas e implementadas nos territórios.

Eduardo Nicolau defendeu a prioridade da pauta ambiental

Na abertura do encontro, o procurador-geral de justiça, Eduardo Nicolau, saudou os participantes e ressaltou a importância de se priorizar as questões da pauta ambiental na atualidade, como os problemas das praias de São Luís, do lixo e da degradação do centro histórico. “Como podemos viver bem num ambiente sujo e degradado? Todos nós, sociedade e as instituições, devemos nos comprometer para encontrar soluções e garantir um meio ambiente mais saudável para as atuais e as futuras gerações”, destacou.

Presidente da Comissão de Gestão Ambiental do MPMA, a procuradora de justiça

Mariléa Campos dos Santos Costa fez um breve relato das ações do setor para contribuir com a conscientização de membros e servidores sobre a importância da preservação ambiental.

Mariléa Costa relatou ações da Comissão de Gestão Ambiental

O promotor de justiça Fernando Barreto Júnior, coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente, Urbanismo e Patrimônio Cultural, chamou atenção para a necessidade do diálogo a respeito da preservação do patrimônio ambiental brasileiro. “Hoje não é difícil convencer a comunidade internacional de que esse patrimônio é relevante. O mais difícil é convencer o negacionismo climático presente na sociedade brasileira. Devemos abrir os olhos daqueles que veem uma dicotomia tola que considera que não temos obrigação de preservar porque os outros também poluem”, observou.

Fernando Barreto considera importante combater o negacionismo climático

A diretora da Escola Superior do Ministério Público do Maranhão, Karla Adriana Vieira, lembrou que a realização do encontro foi possível a partir de um termo de cooperação firmado entre o MPMA e a Funbio, que também irá propiciar a realização de capacitações em 2023 para membros e servidores sobre o tema do meio ambiente. “Para a mudança climática acontecer de fato, é primordial trabalhar a educação, capacitando as pessoas, a fim de se encontrar conjuntamente alternativas para frear o desmatamento amazônico e outras agressões ambientais”, argumentou.

Karla Adriana Vieira destacou parceria entre MPMA e Funbio

“A ideia dos encontros é permitir a construção conjunta de caminhos e soluções que viabilizem os diferentes instrumentos econômicos e financeiros que atuam para evitar o desmatamento e combater as mudanças climáticas. Mas também criar alinhamentos que unam a preservação da natureza com o desenvolvimento socioeconômicos das comunidades locais da Amazônia e do Cerrado”, explica Andréia Mello, coordenadora do Diálogos pelo Clima.

Andreia Ribeiro explicou a ideia dos Diálogos pelo Clima

A série Diálogos pelo Clima começou em junho com seis encontros online, que agora entram numa nova etapa, presencial. A iniciativa faz parte do Programa COPAÍBAS – Comunidades Tradicionais, Povos Indígenas e Áreas Protegidas nos biomas Amazônia e Cerrado, que tem o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade como gestor técnico e financeiro e a Iniciativa Internacional da Noruega pelo Clima e Florestas (NICFI), como financiadora.

PROGRAMAÇÃO

Ao longo de todo o dia, convidados, entre os quais procuradores da República, integrantes dos Ministérios Públicos estadual e federal e representantes da sociedade civil, como Instituto Igarapé e The Nature Conservancy (TNC Brasil), participaram de rodadas de debates.

Na primeira rodada, os assuntos abordados foram “Mudanças climáticas, compromissos e ações”. O promotor de justiça Fernando Barreto Júnior abordou a atuação da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa); em seguida, a doutora em Ciências Ambientais pela Universidade Federal de Goiás e consultora ambiental Luciane Martins de Araújo tratou do “Acordo de Paris e os compromissos brasileiros”.

Também foram abordadas na primeira rodada de debates as conferências das Nações Unidas sobre mudanças climáticas (COP) 26 e 27. A diretora adjunta de Políticas Públicas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Gabriela Savian, enfocou as oportunidades para agenda de descarbonização e políticas de clima estaduais.

A segunda rodada de debates tratou das ações para o combate ao desmatamento e a terceira, a mensuração do dano climático.

Redação e fotos: CCOM-MPMA

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Quem sou

Bial Mendes é radialista e atualmente apresenta o Bandeira 2 na TV DIFUSORA

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